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A difícil arte de ser o que se é

 
 
 
 

 

 

A difícil arte de ser o que se é

 

 

 

As vezes, me pergunto: por que é tão difícil sermos simples, essenciais, originais, no sentido da pureza existencial?
Muitas vezes acreditamos que ser simples é apenas agir com sinceridade, não enganando, de forma alguma, aqueles que em nosso caminho passam.
Mas para sermos simples, devemos ser autênticos, pois, afinal, somos seres únicos e jamais encontraremos algum ser igual a nós.
Na verdade, é isso o que buscamos nos outros: seres iguais a nós. Por isso a diferença nos outros nos incomoda.
Para que sejamos autênticos, precisamos agir com sinceridade e pureza, atuando com naturalidade, tendo a coragem de se expor e, também, de mostrar fragilidade em determinados momentos e situações. É preciso ter a coragem de chorar e, muitas vezes, falar coisas que nosso coração sente, tirando os preconceitos e deixando que as máscaras que sempre usamos caiam por terra, doa a quem doer.
Precisamos destruir as barreiras que durante muitas vidas viemos construindo, (por acharmos que as muralhas em torno de nós são as que vão nos proteger dos nossos maiores inimigos). Porém, quando nos vemos cercados por essas altas e fortes muralhas, concluímos que nosso maior inimigo está dentro de nós mesmos, mais protegido que qualquer um. E de nada adianta empunhar poderosas armas de destruição, uma vez que o que devemos destruir está dentro de nossa alma.
Preferimos prender nos nós da garganta as palavras que muitas vezes deveriam ser ditas, mas nos curvamos diante de nossa mediocridade evolutiva e as engolimos.
Preferimos esconder as lágrimas que brotam do mais intimo dos nossos sentimentos, para que nos vejam como fortes, indestrutíveis e infalíveis. E, ao mesmo tempo, preferimos buscar respostas imediatas, a ter que refletir sobre determinadas coisas, só pra mostrar que sabemos, mesmo que superficialmente.
Buscamos ter idéias formadas sobre tudo, mesmo que de forma rasa e sem qualquer tipo de embasamento.
E assim, vamos nos transformando naquilo que não somos, afundando-nos em falsas palavras, atitudes e sentimentos. Mas isso causa aos outros uma sensação de sempre estarmos senhores da situação.
Não que sejamos mentirosos, mas chegamos com a repetição desse tipo de atitude a uma situação em que já nos encontramos perdidos daquilo que realmente somos, e as nossas falsas atitudes passam a ser a nossa verdade, a ponto de esquecermos quem realmente somos, perdendo nossa essência. E com o passar do tempo, distanciamo-nos de nós mesmos, e um vazio frio e úmido passa a nos envolver, e nossos dias se tornam tristes, nossas amizades vazias, pois nos enterramos em falsidades conceituais para parecer agradáveis aos outros, esquecendo de nossa verdadeira essência: O Amor.
E daí não adianta ficar chorando baixinho, sentindo saudade de nós mesmos, de nossa essência divina.
Sejamos nós mesmos, autênticos e firmes em nossos objetivos.
Certamente muitos se afastarão de nós, pois não seremos mais convenientes para eles; mas outros tantos se aproximação, pois verão que somos simples, sinceros, e nossa essência divina irá brilhar, pois seremos aquilo que realmente sempre fomos: Puro Amor, em essência.


Fernando Golfar
Blog Stum

 

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