Pular para o conteúdo principal

A Essência do Ego





A Essência do Ego
by José Batista de Carvalho

A maioria das pessoas está tão identificada com a voz dentro da própria cabeça - o fluxo incessante de pensamento involuntário e compulsivo e as emoções que os acompanham - que podemos dizer que esses indivíduos estão possuídos pela mente. Quem se encontra inconsciente disso acredita que aquele que pensa é quem ele é. Essa é a mente egóica. Chamo-a de egóica porque existe uma percepção do eu, do ego, em todos os pensamentos lembranças, interpretações, opiniões, pontos de vista, reações, emoções.
Isso é inconsciência, espiritualmente falando.
 
O pensamento, o conteúdo da mente, é condicionado pelo passado: pela formação, pela cultura, pelos antecedentes familiares, etc.
O núcleo central de toda a atividade mental consiste em determinados pensamentos, emoções e padrões reativos repetitivos e persistentes com os quais nos identificamos com mais intensidade. Essa entidade é o próprio ego.
Na maioria dos casos, quando dizemos "eu", é o ego que está falando, e não nós, como temos observado. O ego compõe-se de pensamentos e emoções, de uma série de lembranças que reconhecemos como "eu e minha história", de papéis habituais que desempenhamos sem saber e de identificações coletivas, como nacionalidade, religião, raça, classe social e orientação política. Ele contém ainda identificações pessoais não só com bens, mas com opiniões, aparência exterior, ressentimentos antigos e conceitos sobre nós mesmos como melhores do que os outros ou inferiores a eles, como pessoas bem-sucedidas ou fracassadas.

O conteúdo do ego varia de pessoa para pessoa, no entanto todo ego funciona de acordo com a mesma estrutura. Em outras palavras: os egos diferem apenas na superfície. No fundo, eles são iguais. De que maneira são semelhantes? Eles existem à custa da identificação e da separação. Quando vivemos por meio do eu construído pela mente, que se constitui dos pensamentos e das emoções do ego, a base da nossa identidade é precária porque os pensamentos e as emoções são, por sua própria natureza, efêmeros, instáveis. Assim, todo ego está continuamente lutando pela sobrevivência, tentando se proteger e aumentar de tamanho.
 
Para sustentar o pensamento do eu, ele precisa de algo oposto, que é o pensamento "o outro". O "eu" conceituai não consegue sobreviver sem o "outro" conceitual. Os outros são sobretudo os outros quando os vemos como inimigos. Numa extremidade da escala desse padrão egóico de consciência, situa-se o hábito compulsivo de encontrarmos defeitos nas pessoas e nos queixarmos delas. Jesus referiu-se a isso quando disse: "Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho?
" No outro extremo da escala, encontram-se a violência física entre indivíduos e as guerras entre países.
Embora, na Bíblia, a pergunta de Jesus permaneça sem resposta, ela é, sem dúvida: porque quando critico ou condeno o outro sinto-me maior, superior.
 
Eckhart Tolle


Postagens mais visitadas deste blog

Brinquedos pedagógicos reciclados para maternal e berçário

Link direto:
http://www.pragentemiuda.org/2015/07/brinquedos-pedagogicos-reciclados-para-bercario.html
Brinquedos pedagógicos reciclados para berçárioVou postar mais algumas dicas para trabalhar com reciclagem de materiais, esta para os professores de maternal e berçário. Esta dica é para fazer seus próprios brinquedos pedagógicos, usando material que você tem em casa. A sugestão aqui proposta tem o objetivo de fortalecer mãos e pulsos, explorar os níveis de habilidades motoras finas e grossas, a concentração, curiosidade de causa e efeito, entre outros benefícios. Dica daqui.
Eu amei esta dica acima, feita com latinha de leite e palitos de picolé pintados. Pra fazer basta encapara a latinha com papel. Depois corte fendas na tampa, para encaixar os palitos. Pinte os palitos com tintas coloridas. A ideia do brinquedo é que o bebê retire e empurre as fitas observando suas habilidades.
Vamos ver outras sugestões? Todas usando latinhas de leite em ninho, toddy, nesca…

"MONÓLOGO DAS MÃOS" ..... Giuseppe Ghiaroni

"Feliz aquele que transfere o que sabe, e aprende o que ensina."
de Cora Coralina

"MONÓLOGO DAS MÃOS" 

Giuseppe Ghiaroni 

Para que servem as mãos? 
 As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever...... 

As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário; Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena; foi com as mãos que Jesus amparou Madalena; com as mãos David agitou a funda que matou Golias; as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos gladiadores vencidos na arena; Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência; os anti-semitas marcavam a porta dos jude…

Cities After World War III

Apocalypse now: Russian artist transforms real-life photographs to show how cities might look after the end of the world 

By Suzzanah Hills
Last updated at 11:29 PM on 5th March 2012
You could be forgiven for thinking that these incredible images are simply scene grabs from a computer game or film depicting some imaginary and non-existent world.
But these pictures are actually photographs of modern-day cities around the globe that have been manipulated by Russian artist Vladimir Manyuhin.
Manyuhin starts with original snapshots and then adds digital decay and overgrowth to depict what well-known places on earth would look like after an apocalypse. This image from Russian artist Vladimir Manyuhin's Life after the Apocalypse is reminiscent of scenes from the 2007 film I am Legend By night: The same scene of a deserted city - minus some lions - with the sun slowly setting in the background Underground: Manyuhin has transformed a picture of a tube line in to a scene of destructio…